Os três mastros do SS Richard Montgomery foram removidos do naufrágio da Segunda Guerra Mundial no estuário do Tâmisa. A embarcação afundou em agosto de 1944 com cerca de 1.500 toneladas de bombas, armas e outras munições ainda a bordo.

Os mastros permaneciam acima da água perto de Sheerness. As autoridades temiam que suas estruturas em deterioração pudessem desabar sobre o naufrágio e possivelmente perturbar os explosivos dentro do casco danificado. Segundo o relatório recuperado, o governo britânico gastou US$ 12 milhões na remoção.

A Resolve Marine, empresa contratada para o trabalho, inspecionou o local com radar, magnetômetros e sonar. Em seguida, as equipes usaram uma serra de fio diamantado operada remotamente para cortar os mastros e uma estrutura de içamento personalizada para levantá-los sem que balançassem contra o naufrágio.

Os mastros foram levados ao Historic Dockyard Chatham, em Kent, para conservação. Em uma declaração ao Parlamento, em 19 de outubro, o ministro da aviação, assuntos marítimos e logística, Keir Mather, disse que a medida ajudaria a preservar uma parte importante do patrimônio da região. O próprio naufrágio continuará sob monitoramento e controle contínuos.

O Richard Montgomery fazia parte de um comboio aliado que transportava munições para o Reino Unido e a França. Depois de ancorar ao largo de Sheerness enquanto aguardava para atravessar o Canal da Mancha, o navio encalhou em um banco de areia em 20 de agosto de 1944. As equipes de salvamento recuperaram cerca de metade de sua carga explosiva antes que uma rachadura no casco permitisse a entrada de água na embarcação. Elas abandonaram a operação em 25 de setembro, e o navio afundou.

Não se sabe ao certo quais munições ainda estão a bordo. Especialistas acreditam que elas podem incluir bombas de 2.000 libras, bombas de fragmentação e munições de fumaça de fósforo branco. As possíveis consequências de uma explosão são incertas, mas o relatório afirma que as comunidades próximas poderiam estar em risco.

O naufrágio fica perto de rotas marítimas movimentadas, embora boias demarquem uma zona de exclusão e não seja permitido que embarcações se aproximem. O relatório também registra preocupações com pessoas entrando na área restrita e com a possibilidade de interferência no local. Antes da remoção dos mastros, o naufrágio começara a inclinar-se e a deteriorar-se, e as estruturas ao redor dos mastros apresentavam sinais de falha.

Fontes: Smithsonian Magazine.