Adultos mais velhos nos Estados Unidos e na China foram mais generosos com pessoas fora dos seus círculos sociais próximos do que os adultos mais jovens, segundo um estudo que analisou como a disposição para dar varia com a idade. O padrão surgiu nos dois países depois de os investigadores terem tido em conta os valores culturais e outras diferenças de contexto.
A equipa de investigação, liderada por Yi Lu, professora assistente de psicologia na Western Kentucky University, pediu a quase 1.000 adultos de diferentes idades que tomassem decisões hipotéticas sobre partilhar dinheiro com pessoas que iam desde familiares próximos a desconhecidos. Os participantes também relataram os donativos de caridade que fizeram.
Os participantes mais velhos foram menos influenciados pela distância social, ou seja, estavam mais dispostos a partilhar com conhecidos e desconhecidos. Também relataram doar mais a instituições de caridade. Os investigadores descrevem como desconto social essa tendência para valorizar menos o bem-estar de outra pessoa à medida que aumenta a distância social.
Em todas as faixas etárias, as pessoas que atribuíam maior importância à igualdade e à proximidade com os outros tendiam a ser mais generosas em geral. As que valorizavam mais a realização pessoal e o estatuto tendiam a dar menos.
O estudo tem limitações. As decisões de partilha eram hipotéticas, e os donativos de caridade foram comunicados pelos próprios participantes. Além disso, comparou pessoas de diferentes idades num único momento, pelo que não pode demonstrar que os indivíduos se tornam mais generosos à medida que envelhecem; diferenças entre gerações podem ajudar a explicar os resultados. A investigação também não determina por que razão os adultos mais velhos doaram mais.
Os resultados sugerem que os adultos mais velhos podem ser uma fonte de apoio para além dos seus círculos imediatos, mostrando também que a generosidade está associada aos valores que as pessoas defendem.
Fontes: Psychology Today.
